Notícias

A Agência Nacional de Energia Elétrica teve a satisfação de realizar em João Pessoa (PB), em parceria com o grupo Energisa, a nona edição do Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (CITENEL) e a quinta edição do Seminário de Eficiência Energética no Setor Elétrico (SEENEL).

Agradecemos a presença de todos, congressistas, visitantes, organizadores e executores, que possibilitaram a realização de um evento de tão grande sucesso.

A edição de 2017 do CITENEL-SEENEL ocorreu de 02 a 04 de agosto, no Centro de Convenções de João Pessoa, e contou com um público total de 2.691 pessoas. Estiveram presentes 1.189 congressistas, o maior público desde a primeira edição do CITENEL, realizada em Brasília, em 2001, com 329 participantes. Tivemos 207 convidados, entre representantes de instituições governamentais, organizações internacionais, universidades, institutos de pesquisa e conselhos de consumidores de energia elétrica de várias regiões do país. Visitaram, também, 1.295 alunos de ensino fundamental, médio e universidades, que conheceram a Mostra de Produtos e resultados dos projetos aprovados pela Agência. Isso foi possível pela atuação de 672 colaboradores na elaboração, produção, montagem da infraestrutura e realização do evento, incluindo contratados, universitários, equipe da Energisa e da ANEEL.

Na Área de Exposições, em um espaço total de 16.000 m2, foram instalados 27 estandes de empresas reguladas, prestadores de serviços e instituições governamentais. Também foram exibidos em uma Mostra 107 produtos que são uma amostra dos resultados dos projetos de pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética regulados pela ANEEL. Pesquisadores e desenvolvedores das soluções interagiram com o público num espaço próprio de 4.000 m² apresentando drones, robôs, maquetes, veículos, protótipos, equipamentos de proteção individual, instrumentação eletrônica, softwares, entre outros resultados.

São evidências de que os Programas são verdadeiras oportunidades para promoção da eficiência e inovação no setor elétrico e que podem ser ampliadas em benefício das empresas, dos consumidores e da sociedade.

Nas 24 sessões técnicas que ocorreram ao longo do evento, foram apresentados 120 trabalhos técnicos, entre artigos de P&D e informes de eficiência energética.  Dentre os temas, destacamos as fontes alternativas, redes inteligentes, meio ambiente, segurança, planejamento e qualidade e eficiência energética em comércio e serviços, baixa renda, residencial, educacional, fontes incentivadas, iluminação pública, além de discussões sobre gestão dos programas e chamadas públicas.

Em quatro painéis, foram discutidos os Programas de P&D e de Eficiência Energética, tendo a participação de pesquisadores e especialistas brasileiros, além de convidados internacionais da Comunidade Europeia, Estados Unidos e China, que trouxeram experiências e contribuições para o aperfeiçoamento dos planos e ações e para o desenvolvimento tecnológico do setor elétrico brasileiro.

Em Pesquisa e Desenvolvimento, sobre o tema geral do evento, “Inovação e integração: respostas locais a barreiras globais”, foram discutidas novas abordagens para um setor elétrico em transformação. Realizadas importantes reflexões quanto ao papel da eficiência energética nesse novo contexto, as lacunas ainda existentes na formação dos engenheiros e profissionais do setor, no que tange à inovação, bem como a importância da integração de esforços para atingir metas de médio e longo prazos.

Pensando no futuro, foi apresentada uma radiografia da capacitação dos centros de pesquisa brasileiros, as perspectivas para avanços técnicos no setor elétrico e as escolhas estratégicas mediante a priorização de rotas tecnológicas definidas. De forma complementar, a ONS apresentou a necessidade de preparar o setor elétrico para um novo modelo. A Stategrid trouxe um estudo de caso específico para redes inteligentes integrando essas preocupações, a partir da experiência chinesa. Comparando Brasil e China, ficou demonstrado que, apesar das diferenças em termos de velocidade de implantação, escala de adoção e oportunidade, os desafios para gerenciar e motivar a inovação são essencialmente similares.

Vale destacar, em Eficiência Energética, o painel sobre contrato de desempenho no setor público, com debate por diversas autoridades, apresentando diferentes pontos de vista sobre a questão e deixando claro que o instrumento é meritório ao promover a eficiência da gestão pública, mesmo ante as barreiras para firmá-lo com a administração. Porém já há um esforço conjunto para superar as dificuldades encontradas: a ANEEL está liderando o processo visando realizar a primeira experiência, através da implementação de seu projeto de eficiência energética, executado no âmbito do Programa de Eficiência Energética com a CEB, distribuidora que atua no Distrito Federal. Esse contrato pioneiro servirá de modelo para que sejam firmados outros contratos de desempenho energético no setor público brasileiro.

No painel final, as contribuições internacionais dos Estados Unidos, Comunidade Europeia e América Latina se constituíram uma reflexão para o aperfeiçoamento das políticas e programas de Eficiência Energética no Brasil. Dentre os principais fatores de sucesso nas experiências no exterior, destaca-se: a existência de indicadores para avaliação de resultados e impactos; a implementação de sistemas de monitoramento de resultados; o estabelecimento de metas energéticas claras, promovendo a eficiência energética como uma oportunidade de negócio para todos os atores envolvidos (consumidores, distribuidoras, ESCOS, fabricantes de equipamentos); a simplificação da regulamentação; e o estímulo às ações que visam a mudança de hábito do consumidor, à pesquisa e desenvolvimento, à divulgação de informações e resultados sobre o tema.

Vale ressaltar a repercussão do CITENEL e do SEENEL na mídia. Entrevistas e reportagens jornalísticas foram veiculadas nos principais telejornais, jornais e revistas locais e regionais. Mas ao alinhar modernidade e inovação, o principal meio de comunicação que divulgou o congresso e o seminário foi a internet. Sites de notícias, blogs, redes sociais e portais de variedades publicaram dezenas de matérias daquela que foi a edição recorde em números de participantes.

Assim, ao final de mais um CITENEL-SEENEL, podemos afirmar que os objetivos foram plenamente alcançados, com destaque para a integração de esforços e de perspectivas de diferentes atores como governo, empresas, instituições de pesquisas, universidades, indústria e consumidores.

Mais uma vez, agradecemos por terem compartilhado essa experiência.

Em nome da Agência,

Diretoria Colegiada da ANEEL.

Bitnami